terça-feira, 22 de setembro de 2015

De tempos mal passados

Pensando em nada além do agora
Já pensei em buscar outrora
Balançando os braços no espaço
Toda a gravidade que aflora

E então ela fomentou a coragem
Que existia adormecida em seu peito
As ideias prontas e os ácidos,
Foram o que elevaram seus sentidos antes mórbidos
Correu, em devaneio, para a beira do mar
Com os pés na areia e as cores das ondas a lhe tocar
Mergulhou.  Mergulhou seu corpo extasiado.
- Aqui fico! Até a lua agraciar e pratear-nos.
-Aqui fico!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Nada

Sabia que a noite anunciava chuva de tristeza...
Amanheceu e eu nada pude fazer
Havia aquela boca que ainda calava
E logo via-se que nesse trono não mais há realeza

As gotas em mim caiam.
Em meio às árvores havia uma esperança
De que vocês iriam aparecer
Desejos vãos que adormeciam

Chorei, feito criança.