segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Estrada formosa, palavra sinuosa
Fugindo do pulsar sentimento
Eis que surge a certeza de que não importa
O quanto imploramos por sustento
Sigo com a mão na alma
Sigo o caminhar desta estrada
Que às vezes se mostra alheia a calma
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Hoje
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Loucura do amanhecer
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Ontem para os dias que virão
Diante daquelas lágrimas de tristeza e decepção
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Além do Corpo
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Noticie!
Inundado pela poluição
Pra onde vão todas as almas
Que carregam consigo somente a destruição?
E por mais que difícil, deve-se acreditar
Que mesmo em tanta dor, fome e agústia
Que mesmo em poder, pudor
Temos aquele igual coração
Batendo frenéticamente
Uns somente pelo lamentável ouro
Outros pela linda humildade
Ambos da mesma matéria
Da mesma fonte de energia
Qual o meu? Qual o seu?
Resta dizer por aí
Espalhar a notícia
De que nessa injustiça
Nossas origens estão no que hoje chora
Mas que podemos fazer voltar a sorrir...
domingo, 11 de setembro de 2011
Deixar estar
Transcedendo o fogo que habita no antigo lar
Aquele que por mera coincidência
Insiste em permanecer como uma chama acesa
Na verdade,
Não insiste, apenas não apaga
Não deixa que os dias de vento
Sejam maiores que o arder em suas paredes
Tão grossas e indestrutíveis como a de um forte
Que não nos lembram uma guerra cerrada
E sim olhos fechados, momentos calados
Onde apenas o sentir fazia sentido
E o sentido estava sempre perdido
Nossa guia era apenas o momento
Sem sabermos quando e onde queimaria novamente
E, minha cara
Minhas únicas certezas eram o que os olhos berravam
E o que o sorriso em minha direção
Jamais conseguiu desviar...
Volte ao mar e deixe teus pés tocar
Tenho certeza que ficará mais fácil
De transcender o que jamais se findou...
domingo, 28 de agosto de 2011
Passagem
Retorno para minhas finas teias
Resistentes, confesso
Como a força do sangue nas veias
Pois bem, assim retorno
E os dias passam, o gosto fica
E a chuva que hoje caiu
Foi de encontro a mim
Simbolizou-me pela sua breve passagem
Breve que seja, porém sempre intensa
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Cristais na Varanda
Acabo de despertar de um sono
E já me vejo em outro sonho
Seria o anúncio dos Deuses,
Bem ali, diante dos meus olhos?
Seria minha alma que sempre aventureira,
Busca novos sentidos e formas?
E por incrível que pareça
Não é somente um sonho
Nem tampouco o anúncio
Ou ainda minha aventurosa alma
Não!
É o amanhecer!
O cheiro das ervas no campo
Que felizmente ainda posso sentir
Gritando por suas permanências na terra
É o amanhecer!
Divino sol que me faz acordar
Que despeja seus raios, como cristais
Na varanda de meu corpo
Me chamando para a vida
E, para acima de tudo
Cuidar da vida, aquela pura e renovante natureza
Aquela que nunca permanece a mesma
Sempre abundante e única ao coração limpo
É o amanhecer!
No qual finalmente inspiro-me
Porque é nele que sempre acredito
E mesmo em tanta confusão mundana
Será sempre o mais precioso e bendito!
domingo, 21 de agosto de 2011
Nua
E num ato de coragem, correu ao centro
Abraçou o frio monumento
De uma jovem que não possuía mais cor, nem alma
Percebendo no forte e libertino vento
Que nada adianta uma ação transformadora
Agarrar-se no que não há mais sentimento
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Erva Amarga
Em tudo que os olhos úmidos de encanto vêem
A fantasia tolerável batendo à porta dos desejos
Que por alguém,
No assovio do fogo,
No queimar dos ventos,
Mantive oculto, e jamais pronunciado
E nem mesmo naqueles dias de luta
Naquelas vitórias gloriosas,
Perdas apreensivas
Nunca, jamais senti esse repúdio, desgosto
Malquerer esse que tu me apresenta
Amargo esse que faz da tua pele algo insalubre
E aquela erva suculenta que plantei em teu peito
Torna-se seca e sem vida em plena primavera
Esperaria eu um dia poder ver isto?
Não, nem em anos de delírio saboroso
Nem em minutos arrastados de saudade...
domingo, 26 de junho de 2011
Chuva da Noite
Já fui em tanto lugar
No que eu mais queria
E no que eu menos queria estar
Já estive perto do céu louco,
Com raios, trovões e tempestades noturnas
Daquelas que nem mesmo a lua consegue entender
Daquelas que nem mesmo a terra consegue segurar
Por outro lado
Vi estrelas a todo momento
Caindo sobre meu corpo
Dançando diante dos meus olhos sedentos de fantasias
Reinando sobre meu altar de desejos
Vi a noite cair como chuva em meus cabelos
Molhando não só a terra, as flores, a vida
Mas também minha natureza divina
Aquela alma incansável, indestrutível
No qual necessita de noites assim
Para perceber que nada é tão real
Quanto a imagem no espelho
De um rosto que jamais quero desconhecer
sábado, 25 de junho de 2011
Arritmia
E tão morto quanto as folhas secas no chão
Sedento das fortes sensações de um abraço
Carente de um corpo que me faça arder e transcender
Já nem sinto o velho pulmão,
Queimado pelos maços em minha própria ausência
Preciso de ar!
Mas o que posso fazer
Se meu coração e minha mente só ficam em paz
Na presença de olhares sinceros?
A velha necessidade de não estar só
A boa intenção de manter sóbrio meus sentidos
Na confusão dos meus pensamentos,
Minha única vontade é que espero um dia estar
No lugar certo, na hora certa...
Mas o que me garante que não é agora?
Quem arriscou a vida toda nessa busca
Certamente ganhou no final
Mas olhando pra trás, viu que os riscos corridos foram poucos
Que as lágrimas escorridas foram escassas
E não sabe viver
Aquele que não se permite a glória de chorar...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O Tempo
Talvez até mesmo se arrastando
Mas grande é o sol que veêm pra me iluminar
E fiel é o encanto da lua
Que à noite vem anunciando
Não vejo a hora daquele momento chegar
No qual nada mais ilumina e encanta
Do que este sorriso no teu rosto
Que faz de meu momento eternizar
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Instante Inusitado
a esperança de uma vida nova
enloquece minha mente insana
só o que preciso é te ligar uma hora em que tudo isso acontece
ver sua reação
estaria você preparada pra aceitar e conviver com minhas crises?
sua paciencia suportaria?
seu corpo suportaria?
não, não peço que me entendas
não peço que me julgues
só preciso que você escute
meu momento amargo, meu surto calado
não se preocupe, isso tudo passa
são só crises, afinal
não se preocupe, eu jamais vou te machucar
amargo, doce, repugnante
maldito instante em que meu corpo se fecha
sem saber o que fazer e acaba complicando tudo
escolhas perfeitas, escolhas imperfeitas
simplesmente escolhas rígidas me confundem, me enlouquecem
tudo bem, isso não pode me amedrontar
eles não vão nos alcançar
não podem nos focar
só podem continuar com suas estupidas aparências
suas mentiras válidas, por mim invalidadas
no qual o corpo é mais fascinante que o coração
tudo bem, eu tenho forças secretas
eu me guardo, eu me calo
e eu respiro pra não acabar com tudo
na tua magia oculta eu me renovo
acalmo-me
e o meus olhos se fecham, e eu simplesmente me jogo,
me entrego e me envolvo na nossa perfeita simetria...
domingo, 30 de janeiro de 2011
Coisinha de agora
