segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Estrada formosa, palavra sinuosa

Seguindo a linha do pensamento
Fugindo do pulsar sentimento
Eis que surge a certeza de que não importa
O quanto imploramos por sustento

Sigo com a mão na alma
Sigo o caminhar desta estrada
Que às vezes se mostra alheia a calma
Mas evidencia a serenata em minha palma

São tantas as espécies que passo
Árvores e pássaros
Tantas espécimes que me desnorteiam
Desde a grandeza da mulher mesmo que pequena
Ao minúsculo grão de areia
Ambos formando a imensidão deste meu verso
Humilde, sem eira e nem beira
Mas que dança com o canto de uma sereia

Mulher, areia, verso, sereia
Que tal juntarmos esses quatro num só?
Podes imaginar onde finda esta brincadeira...