Pois bem, assim retorno
Retorno para minhas finas teias
Resistentes, confesso
Como a força do sangue nas veias
Pois bem, assim retorno
E os dias passam, o gosto fica
E a chuva que hoje caiu
Foi de encontro a mim
Simbolizou-me pela sua breve passagem
Breve que seja, porém sempre intensa
domingo, 28 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Cristais na Varanda
Olha só onde me encontro!
Acabo de despertar de um sono
E já me vejo em outro sonho
Seria o anúncio dos Deuses,
Bem ali, diante dos meus olhos?
Seria minha alma que sempre aventureira,
Busca novos sentidos e formas?
E por incrível que pareça
Não é somente um sonho
Nem tampouco o anúncio
Ou ainda minha aventurosa alma
Não!
É o amanhecer!
O cheiro das ervas no campo
Que felizmente ainda posso sentir
Gritando por suas permanências na terra
É o amanhecer!
Divino sol que me faz acordar
Que despeja seus raios, como cristais
Na varanda de meu corpo
Me chamando para a vida
E, para acima de tudo
Cuidar da vida, aquela pura e renovante natureza
Aquela que nunca permanece a mesma
Sempre abundante e única ao coração limpo
É o amanhecer!
No qual finalmente inspiro-me
Porque é nele que sempre acredito
E mesmo em tanta confusão mundana
Será sempre o mais precioso e bendito!
Acabo de despertar de um sono
E já me vejo em outro sonho
Seria o anúncio dos Deuses,
Bem ali, diante dos meus olhos?
Seria minha alma que sempre aventureira,
Busca novos sentidos e formas?
E por incrível que pareça
Não é somente um sonho
Nem tampouco o anúncio
Ou ainda minha aventurosa alma
Não!
É o amanhecer!
O cheiro das ervas no campo
Que felizmente ainda posso sentir
Gritando por suas permanências na terra
É o amanhecer!
Divino sol que me faz acordar
Que despeja seus raios, como cristais
Na varanda de meu corpo
Me chamando para a vida
E, para acima de tudo
Cuidar da vida, aquela pura e renovante natureza
Aquela que nunca permanece a mesma
Sempre abundante e única ao coração limpo
É o amanhecer!
No qual finalmente inspiro-me
Porque é nele que sempre acredito
E mesmo em tanta confusão mundana
Será sempre o mais precioso e bendito!
domingo, 21 de agosto de 2011
Nua
E então ela despiu-se
E num ato de coragem, correu ao centro
Abraçou o frio monumento
De uma jovem que não possuía mais cor, nem alma
Percebendo no forte e libertino vento
Que nada adianta uma ação transformadora
Agarrar-se no que não há mais sentimento
E num ato de coragem, correu ao centro
Abraçou o frio monumento
De uma jovem que não possuía mais cor, nem alma
Percebendo no forte e libertino vento
Que nada adianta uma ação transformadora
Agarrar-se no que não há mais sentimento
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Erva Amarga
Não se pode acreditar
Em tudo que os olhos úmidos de encanto vêem
A fantasia tolerável batendo à porta dos desejos
Que por alguém,
No assovio do fogo,
No queimar dos ventos,
Mantive oculto, e jamais pronunciado
E nem mesmo naqueles dias de luta
Naquelas vitórias gloriosas,
Perdas apreensivas
Nunca, jamais senti esse repúdio, desgosto
Malquerer esse que tu me apresenta
Amargo esse que faz da tua pele algo insalubre
E aquela erva suculenta que plantei em teu peito
Torna-se seca e sem vida em plena primavera
Esperaria eu um dia poder ver isto?
Não, nem em anos de delírio saboroso
Nem em minutos arrastados de saudade...
Em tudo que os olhos úmidos de encanto vêem
A fantasia tolerável batendo à porta dos desejos
Que por alguém,
No assovio do fogo,
No queimar dos ventos,
Mantive oculto, e jamais pronunciado
E nem mesmo naqueles dias de luta
Naquelas vitórias gloriosas,
Perdas apreensivas
Nunca, jamais senti esse repúdio, desgosto
Malquerer esse que tu me apresenta
Amargo esse que faz da tua pele algo insalubre
E aquela erva suculenta que plantei em teu peito
Torna-se seca e sem vida em plena primavera
Esperaria eu um dia poder ver isto?
Não, nem em anos de delírio saboroso
Nem em minutos arrastados de saudade...
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