domingo, 26 de junho de 2011

Chuva da Noite

E por hoje, acredito que já basta
Já fui em tanto lugar
No que eu mais queria
E no que eu menos queria estar
Já estive perto do céu louco,
Com raios, trovões e tempestades noturnas
Daquelas que nem mesmo a lua consegue entender
Daquelas que nem mesmo a terra consegue segurar
Por outro lado
Vi estrelas a todo momento
Caindo sobre meu corpo
Dançando diante dos meus olhos sedentos de fantasias
Reinando sobre meu altar de desejos

Vi a noite cair como chuva em meus cabelos
Molhando não só a terra, as flores, a vida
Mas também minha natureza divina
Aquela alma incansável, indestrutível
No qual necessita de noites assim
Para perceber que nada é tão real
Quanto a imagem no espelho
De um rosto que jamais quero desconhecer

sábado, 25 de junho de 2011

Arritmia

Na paranóia delirante de um coração acelerado
E tão morto quanto as folhas secas no chão
Sedento das fortes sensações de um abraço
Carente de um corpo que me faça arder e transcender
Já nem sinto o velho pulmão,
Queimado pelos maços em minha própria ausência
Preciso de ar!

Mas o que posso fazer
Se meu coração e minha mente só ficam em paz
Na presença de olhares sinceros?
A velha necessidade de não estar só
A boa intenção de manter sóbrio meus sentidos
Na confusão dos meus pensamentos,
Minha única vontade é que espero um dia estar
No lugar certo, na hora certa...
Mas o que me garante que não é agora?
Quem arriscou a vida toda nessa busca
Certamente ganhou no final
Mas olhando pra trás, viu que os riscos corridos foram poucos
Que as lágrimas escorridas foram escassas
E não sabe viver
Aquele que não se permite a glória de chorar...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Tempo

Enquanto isso os dias vão passando
Talvez até mesmo se arrastando
Mas grande é o sol que veêm pra me iluminar
E fiel é o encanto da lua
Que à noite vem anunciando

Não vejo a hora daquele momento chegar
No qual nada mais ilumina e encanta
Do que este sorriso no teu rosto
Que faz de meu momento eternizar