Na paranóia delirante de um coração acelerado
E tão morto quanto as folhas secas no chão
Sedento das fortes sensações de um abraço
Carente de um corpo que me faça arder e transcender
Já nem sinto o velho pulmão,
Queimado pelos maços em minha própria ausência
Preciso de ar!
Mas o que posso fazer
Se meu coração e minha mente só ficam em paz
Na presença de olhares sinceros?
A velha necessidade de não estar só
A boa intenção de manter sóbrio meus sentidos
Na confusão dos meus pensamentos,
Minha única vontade é que espero um dia estar
No lugar certo, na hora certa...
Mas o que me garante que não é agora?
Quem arriscou a vida toda nessa busca
Certamente ganhou no final
Mas olhando pra trás, viu que os riscos corridos foram poucos
Que as lágrimas escorridas foram escassas
E não sabe viver
Aquele que não se permite a glória de chorar...
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