Não se pode acreditar
Em tudo que os olhos úmidos de encanto vêem
A fantasia tolerável batendo à porta dos desejos
Que por alguém,
No assovio do fogo,
No queimar dos ventos,
Mantive oculto, e jamais pronunciado
E nem mesmo naqueles dias de luta
Naquelas vitórias gloriosas,
Perdas apreensivas
Nunca, jamais senti esse repúdio, desgosto
Malquerer esse que tu me apresenta
Amargo esse que faz da tua pele algo insalubre
E aquela erva suculenta que plantei em teu peito
Torna-se seca e sem vida em plena primavera
Esperaria eu um dia poder ver isto?
Não, nem em anos de delírio saboroso
Nem em minutos arrastados de saudade...
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