sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Passe em casa

Ontem me aproximei de teu corpo
E nessa onda de idas e vindas
Marés altas e baixas, medievais
Vejo a insalubridade apoderar-se de mim.
Não construí um castelo pra nós,
Prefiro que habites meu corpo
Que aceites meu afeto, me beije no parque
E os lençóis de outras paixões
Vamos estender no esquecimento
Ah! Jogue na rua, pela janela!
Alguém os tomará, alguma cama os abrigará
E combinamos assim, minha flor:
Nas noites de chuva, vamos correr para o rio
E jogar na correnteza o que traz agonia
Nas noites de luar, vamos correr para a grama
E cheirar a luz da lua, com minha respiração na sua.
Deita teu sol no meu peito,
Porque já tens toda minha galáxia.

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