domingo, 11 de setembro de 2011

Deixar estar

Vamos variar um pouco
Transcedendo o fogo que habita no antigo lar
Aquele que por mera coincidência
Insiste em permanecer como uma chama acesa
Na verdade,
Não insiste, apenas não apaga
Não deixa que os dias de vento
Sejam maiores que o arder em suas paredes
Tão grossas e indestrutíveis como a de um forte
Que não nos lembram uma guerra cerrada
E sim olhos fechados, momentos calados
Onde apenas o sentir fazia sentido
E o sentido estava sempre perdido
Nossa guia era apenas o momento
Sem sabermos quando e onde queimaria novamente
E, minha cara
Minhas únicas certezas eram o que os olhos berravam
E o que o sorriso em minha direção
Jamais conseguiu desviar...
Volte ao mar e deixe teus pés tocar
Tenho certeza que ficará mais fácil
De transcender o que jamais se findou...

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